Só 10% das empresas revelaram os seus beneficiários efectivos. Atraso é “preocupante”

Sociedades em cascata e testas de ferro complicam vida às autoridades. A 15 dias do final do prazo, apenas 60 mil sociedades tinham comunicado quem são os seus verdadeiros donos. Situação preocupa a Justiça, que, contudo, acha que ainda há margem de recuperação. O processo começou em Janeiro e, a duas semanas do final do prazo, apenas 10% das entidades abrangidas tinham concluído a tarefa. De acordo com números facultados ao Expresso pelo Ministério da Justiça, o universo de entidades obrigadas a submeter o formulário no Registo Central do Beneficiário Efectivo (RCBE) ronda as 780 mil. Uma parte substancial — 580 mil — são sociedades civis e comerciais que têm até ao fim do mês de Abril para cumprir a obrigação. As restantes 200 mil são fundações, associações ou alguns condomínios que, de acordo com o calendário, têm até ao final de Junho para se conformarem com a lei.

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