70% quer estender moratórias

A maioria dos inquiridos em sondagem da Intercampus considera que as moratórias devem ser prolongadas. E já há quem admita que não conseguirá pagar créditos. Com o fim das moratórias do crédito a aproximar-se, a larga maioria dos portugueses considera que esta medida deveria ser prolongada. E há já uma fatia da população com créditos em moratória que admite que não terá capacidade financeira para pagar estes empréstimos.

Possibilidade de moratórias de crédito serem prorrogadas é muito escassa

É muito escassa a possibilidade de extensão das moratórias bancárias. Todas as indicações que temos é que não existe praticamente possibilidade nenhuma disso acontecer [extensão das moratórias ao abrigo das guidelines da Autoridade Bancária Europeia]. Para a APB as moratórias não “são o fim da linha” sendo o “impacto muito reduzido”. As prorrogações das moratórias não estão a ser equacionadas pela generalidade dos restantes Estados-membros e que a duração média das moratórias é em Portugal de 18 meses, tanto no caso dos particulares como das empresas, o que excede os nove meses médios registados na União Europeia (para particulares) e os seis meses de duração média da UE para as moratórias das empresas.

Um ano depois da pandemia, desemprego registado está no nível mais alto da era-Covid

Segundo o IEFP, os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, o organismo de estatística sinaliza como os mais representativos, por ordem decrescente: “Trabalhadores não qualificados“ (25,2%); “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (23,5%); “Pessoal Administrativo” (11,5%); “Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (9,9%)”e “Especialistas das atividades intelectuais e científicas” (9,7%). Em termos regionais, no mês de Março, o desemprego registado aumentou em todas as regiões do País. Dos aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+54,6%), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (+40,7%) e da região da Madeira com +30,6%.

Governo suspende IVA nas moratórias bancárias

As prestações dos contratos abrangidos pelas moratórias bancárias não serão sujeitas ao pagamento de IVA enquanto estas durarem. As famílias e empresas com empréstimos abrangidos pelas moratórias bancárias ficam, pelo mesmo período em que estas durarem, desobrigados do pagamento do IVA que, por lei, incidiria sobre as prestações mensais estipuladas nos seus contratos. A medida resulta de um despacho recente do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e aplica-se no âmbito dos apoios criados como resposta à pandemia.

Empresas acham que recuperação vai levar mais de um ano

Cerca de 41% dos empresários portugueses acreditam que demore mais de um ano até as suas empresas recuperarem os níveis de atividade que tinham antes da pandemia, mesmo com os indicadores a evoluírem favoravelmente. A maioria dos empresários acreditam que as suas empresas devem recuperar os níveis de atividade pré-pandémicos daqui a, pelo menos, um ano.

FMI prevê crescimento de 3,9% do PIB e desemprego de 7,7% em 2021

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê, para este ano, um crescimento de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) português e uma taxa de desemprego de 7,7%, de acordo com as Perspetivas Económicas Mundiais divulgadas esta terça-feira. No que diz respeito à taxa de desemprego, o FMI estima que atinja os 7,7% em 2021 e 7,3% em 2022 depois de se fixar em 6,8% no ano passado em Portugal. O Conselho das Finanças Públicas (CFP) reviu também em baixa as previsões de crescimento da economia nacional para 3,3% este ano, face às últimas estimativas que apresentou, de 4,8%. Por outro lado, no que diz respeito ao mercado de trabalho este ano, o CFP espera “um aumento da taxa de desemprego para 8,3% da população ativa e uma descida para 7,3% no ano seguinte, iniciando em 2022 uma trajetória de diminuição gradual até 6,5% no médio prazo”.