Apenas 40% das empresas têm solidez para suportar o impacto da pandemia

O estudo da Informa D&B adianta que 28% das empresas em Portugal tem resiliência média. Em situação mais vulnerável estão 33% das empresas com um nível de resiliência mínimo ou reduzido face ao setor em que operam. Cerca de 40% das empresas portuguesas têm um nível de resiliência financeira elevado ou médio-alto, facto que lhes permite enfrentar a crise económica motivada pela pandemia de covid-19 de forma mais robusta do que as restantes empresas, independentemente da severidade do impacto sentido no setor em que operam.

Pandemia custa 3.058 milhões de euros ao Estado até setembro

Até Setembro, a execução das medidas adotadas no âmbito do combate e da prevenção da covid-19, bem como aquelas que têm por objetivo repor a normalidade, conduziu a uma redução da receita de 831,5 milhões de euros e a um aumento da despesa em 2.226,8 milhões de euros. Ou seja, a pandemia de covid-19 custou 3.058,3 milhões de euros ao Estado. Segundo a execução orçamental, o défice das contas públicas agravou-se em 7.767 milhões de euros até Setembro face ao período homólogo, totalizando 5.179 milhões de euros.

Quebra de 70% no turismo internacional entre Janeiro e Agosto provocada por covid-19

Segundo a OMT, o turismo internacional sofreu uma quebra de 70% nos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior devido à pandemia de coronavírus. Naquilo que diz respeito aos meses de verão, foram contabilizados -81% de turistas em Julho e -79% em Agosto. Esta redução representa 700 milhões de chegadas a menos e uma perda de 730 mil milhões de dólares – isto é, aproximadamente 617 mil milhões de euros – para o setor turístico mundial. Relativamente às regiões mais afetadas, a da Ásia-Pacifico é aquela que ocupa o primeiro lugar da lista (-79%), de seguida África e o Médio Oriente (-69%), a Europa (-68%) e o continente americano (-65%).

Poder de compra europeu diminui com o avançar da pandemia

Os dez países com maior poder de compra encontram-se pelo menos 50% acima da média europeia. Os europeus têm cerca de 9,5 milhões de biliões de euros disponíveis em 2020, o que corresponde a um poder de compra per capita de 13.894 euros. De acordo com a análise GfK Purchasing Power Europe 2020, na qual Portugal não está incluído, face ao ano anterior registou-se uma queda de quase 5,3%, o que reflete as consequências da Covid-19 na economia europeia. Neste estudo foram analisados 42 países europeus, sendo que é Liechtenstein quem ocupa o primeiro lugar, com um poder de compra per capita de 64.240 euros. Este valor excede em larga os valores registados pela maioria dos países e é 4,6 vezes superior à média europeia.

Pandemia apaga sete mil milhões em receita turística até agosto

As receitas turísticas de Janeiro a Agosto ascenderam a 5,6 mil milhões de euros, o que representa menos 56% face ao mesmo período de 2019, altura em que as receitas estavam próximas dos 12,8 mil milhões de euros. A diferença é brutal: são 7,1 mil milhões de euros gastos a menos em Portugal, devido à pandemia de covid-19, que levou à implementação de medidas para travar o contágio da doença e que limitaram a circulação de pessoas. A somar a isto, a perda de poder de compra das famílias, bem como os receios quanto ao futuro, dadas as incertezas sobre a evolução da covid e a crise económica que se instalou, levaram muitos, sobretudo na Europa, nos EUA e no Brasil – principais mercados emissores de turistas para Portugal – a não viajar para o estrangeiro ou a fazê-lo de uma forma muito mais cautelosa e despendendo uma fração do que gastariam noutros tempos.

Recuperação do setor da aviação? “Só em 2024”, alerta IATA

Associação Internacional de Transportes Aéreos considera que o setor da aviação enfrenta uma situação “crítica”. “Existe uma falta de confiança entre os passageiros”, alertou, referindo que este índice se encontra 49% mais baixo quando comparado aos níveis do ano anterior. Segundo um estudo conduzido pela IATA Economics, registou-se, em Agosto, uma queda de 75% no volume de passageiros quando comparada com o mesmo período em 2019. Esta queda contrasta o deslize ligeiro assistido no transporte de mercadorias que recuou 12,6% no mesmo período devido ao transporte de materiais de proteção individual, equipamentos para hospitais e medicamentos que tiveram uma maior procura devido ao agravamento da pandemia. A IATA antecipa uma recuperação lenta até atingir os níveis de 2019. A recuperação só deverá acontecer em 2024.